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Brasil
Publicações Técnicas

Muro de Grande Altura Reforçado com Geogrelhas e Face Verde Envelopada

Resumo

O trabalho apresenta um caso de obra onde foi

executado um muro de contenção em solo reforçado com geogrelhas e face verde

envelopada com altura máxima de 27,60 m. O dimensionamento do muro foi baseado

em segurança ao colapso (estado limite último) e na previsão de deformações

admissíveis (servicibilidade) de acordo com normas internacionais aplicáveis.

Com o objetivo de se obter pequenas deformações pós-construtivas foram

utilizadas geogrelhas de PVA (poliálcool vinílico) com alto módulo de rigidez e

baixa fluência. Adicionalmente a compactação foi executada com

alta energia para induzir a mobilização de parte das tensões nos reforços

quando da sua instalação. Foram utilizados reforços principais com espaçamento

vertical de 1,80 m e comprimentos variando de 12 a 17 m, intercalados por

reforços secundários com espaçamento vertical de 0,60 m e comprimento de 5 m.

Conclusão

O trabalho

apresenta a aplicação da técnica de solo reforçado com geogrelhas e face verde

envelopada em um muro encaixado em um vale com altura máxima de 27,60 m onde, além da

garantia da segurança em relação à ruptura, as características relacionadas à

estética e às deformações máximas admissíveis são importantes. Adotaram-se na

fase de projeto os conceitos de “servicibilidade” da obra em relação às

deformações previstas nas fases de compactação, final da obra e vida útil

prevista de 60 anos. São apresentados os procedimentos utilizados

para o dimensionamento externo, o dimensionamento interno e a previsão de

deformações durante as fases de execução e longo prazo do muro. Para que estas

análises sejam possíveis é necessário que os materiais utilizados como reforço

e o solo sejam previamente conhecidos ou especificados, bem como a energia de

compactação a ser utilizada. Para que seja possível fazer a previsão das

deformações é imprescindível o conhecimento das curvas tensão-deformação das

geogrelhas bem como o seu comportamento ao longo do tempo (fluência). Nesta

obra foi utilizado solo residual areno-siltoso proveniente de escavações

realizadas na área da obra compactada na umidade ótima com rolo tipo pé de-

carneiro e energia mínima de 98% do proctor normal. Os resultados das análises e da obra em si

demonstram que a utilização de geogrelhas de alta resistência à tração, alto

módulo de rigidez e baixa fluência, aliadas a uma compactação com energia

próxima ao Proctor Normal, resultam em muros muito pouco deformáveis para este

tipo de solo, que atendem aos requisitos de aspecto estético e funcionalidade,

além da segurança ao colapso. Os reforços foram calculados pelo método de

Ehrlich e Mitchel (1994) e os alongamentos máximos nos reforços foram

verificados com base nos limites especificados na norma britânica BS 8006 para encontros

de viadutos e pontes. É apresentada ainda uma seção transversal do muro com

detalhes de drenagem na base, tardoz e na face do muro.